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Do Sufoco à Superação: Meu Tour de Moto no Atacama no Olho do Furacão da Pandemia.

  • Foto do escritor: vdamototour
    vdamototour
  • 11 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 25 de nov. de 2025

Vou contar uma história que parece difícil de acreditar. Era fevereiro de 2020 e eu, Oswald, estava com minha esposa Vania na garagem, fazendo as últimas verificações na Pérola Negra. Íamos encontrar um grupo de 5 motos em São Paulo e partir rumo ao Atacama. Mal imaginávamos que essa viagem misturaria as paisagens mais incríveis do planeta com o desespero de uma pandemia global.



Vulcão Licancabur

O Vulcão Licancabur na estrada com a “Perola Negra”


O Atacama que Impressiona (e Não Só pela Altitude)


O Salar de Atacama é de uma beleza que parece irreal. Tudo é branco, muito branco, e quando o sol bate, dá a impressão de estar pilotando sobre espelhos. A Vania não parava de comemorar a cada nova descoberta.

O Vale da Lua? Sinceramente, parece mesmo que estamos em outro planeta. A areia branca, as formações rochosas... lembram aqueles filmes de ficção científica.  Harley Davidson não foi projetada para dunas, não se preocupe com isso não estamos no Saara!


Salar Grande

Salar Grande com o grupo.


Os Geiseres que Compensam o Madrugadão


Acordar às 4h da manhã com -5°C não é para qualquer um. Mas ver aquelas colunas de vapor subindo enquanto nos banhávamos nas termais naturais? Essa experiência não tem preço. A Vania quase não quis sair da água quente, e eu confesso que também senti a mesma vontade.

Só preciso avisar: a 4.300 metros de altitude, cada movimento parece exigir o dobro do esforço. Mas quando se vê o sol nascendo atrás dos vulcões... compensa cada respiração difícil.

Geiseres

Tomar banho nos Geiseres não tem preço.


Quando o WhatsApp Virou Alerta de Emergência

Estávamos naquele estado de encantamento, aproveitando as lagunas coloridas, quando as mensagens começaram a chegar no grupo. "Pessoal, estão dizendo que vão fechar tudo", "Meu filho avisou que na Argentina a situação está complicada".

WhatsApp

As mensagens começando a chegar.


Confesso que minha primeira reação foi de ceticismo. Mas quando chegamos em San Pedro do Atacama, o clima estava pesado. Brasileiros sendo barrados em hotéis, pessoas correndo nos mercados... senti aquele frio na barriga.


 A Corrida que Não Estava no Roteiro

O momento mais tenso foi no Passo de Jama. Subimos aqueles 4.000 metros com o coração na mão. O vento estava cortante, a paisagem incrivelmente bonita, mas ninguém conseguia apreciar direito.

O oficial da fronteira nos alertou: "Vocês são um dos últimos grupos". Duas horas depois, o passo foi fechado. Soubemos depois que o grupo de 15 motos que vinha atrás não conseguiu passar. Nossa agilidade como grupo pequeno foi decisiva.


A Noite que Virou Pesadelo Logístico

Chegamos em Presidente Roque Sáenz Peña já ao entardecer. Embora nosso quarto estivesse reservado, houve muita hesitação em nos aceitar – dava para ver a dúvida no rosto do recepcionista. Depois de consultar seus superiores, fomos autorizados a nos hospedar. Mas o grupo grande que chegou depois… coitados, ficou retido na cidade pelo lockdown, sem opções de hospedagem ou como seguir viagem.

Lembro da Vania me perguntando: "Oswald, e se não conseguirmos voltar?". Aquela noite pareceu não ter fim.



O que Fica Quando a Poeira Baixa

Olhando para trás, mesmo com todo o desgaste, eu faria tudo novamente. Porque o Atacama não é apenas um destino - é uma experiência que transforma a gente por dentro.

As cores do deserto ao entardecer, o silêncio que chega a ser quase palpável, a sensação de pequenez diante daqueles vulcões imponentes... tudo isso marca a alma.

E o mais importante? Aprendemos que motociclista preparado supera qualquer obstáculo. Levamos histórias para toda a vida - e a certeza de que, mesmo durante a pandemia, a liberdade sobre duas rodas prevaleceu.

E você, já passou por alguma situação complicada em viagem que depois se transformou em uma grande história? Conte nos comentários!


Escrito por:

Oswald - motociclista há 10 anos, já percorri mais de 150 mil km pelas Américas com minha esposa Vania e a fiel Pérola Negra. Esta foi uma das viagens que mais me marcou - pela beleza e pelos desafios superados.


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Última atualização: novembro 2025 - Relato vivido em fevereiro/março de 2020

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